Acabei de participar da palestra-show do Padre Fábio de Melo, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com o tema: "Construindo Líderes, atingindo resultados". No convite, entregue à funcionários e servidores públicos, estava escrito a frase: "Não aprendemos a humildade quando somos humilhados. Nós a aprendemos quando somos vitoriosos", do próprio padre. A expectativa era alta, pois o nome dele já se faz conhecido, sem contar os vídeos que vi recentemente. Mas nada poderia simular o resultado gerado pela palestra proferida nessa noite.
Teve música, frases, ensinamento, perguntas e respostas. A sensação final é de inspiração. O "cara" é bom, mas ele não chegou lá sem querer. Através de muito estudo, dedicação e negar ego, arrogância e prepotência, de acordo com sua própria fala, ele pôde chegar aos seus 40 e tantos anos, onde está.
Posso até mudar de opinião, mas até hoje ainda não vi nada que desabone seu discurso. Sem contar que ele é simples e gera paz e alegria ao falar. Gostei bastante. Acredito que isso acaba fluindo à sua equipe, pois o próprio Padre contou o caso do tecladista que o acompanha, em que viu seu pai lutar contra um câncer e "nunca deixou com que o câncer subisse aos palcos, durante todo aquele ano, porém nunca abandonou o sorriso e a felicidade", palavras do próprio padre.
Alegria, conteúdo e inspiração. Resume.
Foram mais de 200 minutos com a presença do padre, para milhares de pessoas (auditório lotado). Veja um resumo, em frases, do que ele falou:
- A primeira oração que aprendemos na vida não é espiritual.
- Chega um momento na vida, que eu não sei quando é, que chamamos de maturidade.
- É preciso ser feliz, mesmo nessa vida tão cruel.
- Sabe o que me surpreende? Ver pessoas tão ricas vivendo em um pobreza incrível! E pessoas extremamente pobres que, mesmo assim, encontram um motivo para sorrir.
- Nossa geração perdeu a capacidade de esperar e a concepção de tempo foi brutalmente alterada nos últimos anos.
- Estou envolvido em tecnologias, mas tenho um coração é rudimentar como uma roda-d'água
- Nosso discurso não pode ser brando, pois qualquer que queira ser sério não pode desqualificar a crueldade humana.
- A poesia já diz que: Ser Humano, dói. E a primeira coisa que ganhamos em vida é um tapa!
- Quando choramos, começamos a viver.
- Acredite, a estabilidade não é um ponto de chegada.
- Mesmice mata.
- Não sei se existe alguma coisa pior que ver um ser humano se sentindo superior ao semelhante. Isso nos afasta de Deus.
- O pior ser humano é aquele que se fantasia de bom. Pois, aquele que é mal, pode se tornar melhor.
- Todos os dias eu declaro: Eu não quero a estabilidade, ainda tenho muito a aprender.
- A pessoa feliz aprendeu a ser líder de si mesma.
- Ao final da vida, ou do dia mesmo, precisamos nos perguntar: Será que valeu a pena?
- Devemos nos lembrar que somos nossos próprios juízes!
- A superficialidade tem gerado problemas que ainda não conhecemos, mas já sofremos por ela.
- Todas as relações afetivas devem evoluir à fraternidade. Caso contrário a relação será apenas possessiva.
- Todas as relações afetivas devem evoluir à fraternidade. Caso contrário a relação será apenas possessiva.
O Padre ainda cantou "Paciência", de Lenine, Asa Branca e Eu só quero um Xodó, do véi Lua, e uma do Roberto Carlos, que não me lembro. Sem contar as músicas dele e o samba: "viver, e não ter a vergonha de ser feliz".. Por fim, ele disse que havia preparado "Beijinho no ombro", mas que não ia dar tempo de cantar. Uma graça.
Que tal ver umas fotos?
| Fotos: Everton Lagares |
Até a próxima.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)
Gostei do resumo da palestra. Vale só lembrar que o padre Fábio ainda não tem 50 anos. Nasceu em 3 de abril de 1971.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário, Cylene, pelo comentário e pela dica! Vou mudar agora mesmo :)
ResponderExcluirObrigada Everton pela atenção. Reli o seu resumo e tenho algo a dizer: Há palavras que ferem. Já que a palavra pode despertar o bem ou o mal, não temos porque querer a disseminação do mal através da nossa palavra. Não concorda?! O "cara" é bom, mas ele não chegou lá sem querer. Através de muito estudo, dedicação e negações do ego." O que você escreveu em seguida, é a sua opinião? Ou você o imaginou?! Há uma frase dele muito pertinente, gostaria de compartilhá-la com você: "Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam". Se você retirar as palavras "arrogância e prepotência" ratificarei a opinião de que gostei do seu resumo.
ResponderExcluirNossa muito bom Everton!!!
ResponderExcluirValeu Vasco!
ResponderExcluirCylene, novamente sou grato pela leitura. E, desde já, agradeço os comentários que tem me ajudado a melhorar meus textos, mas sobre esse caso eu não vou retirar as palavras, ou trocá-las, pois ele mesmo disse isso durante a palestra-show. O Pe disse que, "se ele não levar tudo que o leva ao comodismo, aos joelhos, ou seja, o ego, a arrogância e a prepotência por coisas conquistadas", ele estará fadado ao fracasso.
ResponderExcluirEu coloquei a palavra "cara" entre aspas, em função da grande disseminação do termo ultimamente, com a música do Roberto Carlos "Esse cara sou eu".
Minha intensão não é disseminar o mal, pelo contrário, quis enfatizar que o Pe Fábio faz questão de assumir que é humano e sente as mesmas coisas que qualquer outro e que precisa se policiar para não ter que gerar um penitência. Fato louvável na atual conjuntura da sociedade.
De qualquer forma, acrescentei lá que são as próprias palavras do padre :)
Espero que você continue gostando do texto.
Grande abraço e, novamente, muito obrigado!
Obrigada pela atenção Everton... Você merece meu respeito e admiração.
ExcluirConfesso que as palavras "arrogância e prepotência" continuam me incomodando. Mas se foram ditas por ele, quem sou eu pra julgar. Fique na paz e mais uma vez, obrigada pela atenção.
ExcluirRealmente a palestra foi gratificante!!
ResponderExcluirApesar de se criar uma certa expectativa por conta do palestrante, as impressões foram inquestionavelmente as melhores possíveis!!
Poder abrir mão de " Pré-conceitos" e se permitir enchergar pela ótica do outro é um exercício de crescimento expetácular!!
Bela explanação e coerente resumo do que nos foi apresentado em uma noite tão particular Everton. Conheço sua escrita e acredito que este texto tentou repassar a leveza e simplicidade com que ainda se pode falar!! Parabéns pelas belas palavras.
Cylene, eu que agradeço a atenção e o tempo desprendido aqui no blog. Eu sei que são palavras fortes, mas acredito que são sensações que nós, seres humanos, temos que, sempre, lutar para não dar espaço. Somos falhos e podemos cair no orgulho ou arrogância com pouca coisa.
ResponderExcluirO obrigado pelos elogios Cristiane. Costumo falar que; quando a história é excelente, qualquer texto fica bom. O Padre é bom e a palestra foi ótima. O resultado favorece todo mundo.