sexta-feira, 2 de maio de 2014

Filmes: Getúlio (indicado)


     Desta vez fui ao Casa Park, sem motivo aparente, e nem sabia que tinha um filme sobre nosso ex-presidente suicida. Pensei algumas vezes antes de comprar o ingresso, acredito até que deixei que estava na fila um pouco indignados. O que era para ser simples, comprar um ingresso, acabou levando alguns minutos. Eu até pensava que sabia o suficiente sobre Getúlio, mas o que não me atraia era ver o Tony Ramos estrelando o papel. Me arrependi do pensamento. O cara é completo. 
      Em especial, o que não passou nem perto de manchar a bela atuação do Tony, foram duas cenas de jantar no Palácio do Catete em que ele reclama da carne. Risos. O pensamento que vem é: Será que é Friboi? Mas a justificativa do roteiro é que ele sente saudade de "São Borja, do chimarrão e do churrasco", nesta ordem. Ah, e o filho de Getúlio que foi interpretado por um rapaz com nome de outro presidente, Médice.
       As atuações foram satisfatórias e auxiliadas pela semelhança com as personalidades reais. Os cenários, reais, reforçam a beleza rustica dos palácios e lugares públicos da época, que ainda existem, e nos convidam a conhecê-los. Os discursos políticos, mesmo que já conhecidos, mostram como nada muda. As brigas pelo poder apresentadas são apenas ilustrações do que acontecem a muito tempo, ainda hoje, em qualquer lugar. E, por fim, a história ilustrada por um filme sempre cria um imagético do que os produtores querem, mas como não sou bom conhecedor da história, tenho que fazer mais leituras para saber se algo foi realmente mudado.

História
      Poucos de nós, brasileiros, conhecem mesmo a história do país. Isso é uma pena, pois não conhecer a história, seja ela politica, cultural, esportiva, ou qualquer que seja a vertente, nos faz reféns de acontecimentos repetidos ou de verdades não divulgadas. 
       O Getúlio apresentado já estava no fim da carreira, e da vida. Foi bem interpretado pelo Tony, mas apresentou uma versão de um cara que sabia como tudo funcionava, embora não dominasse tudo que acontecia em sua volta. Bem, qualquer semelhança com as atuais referencias presidenciáveis deve ser mera coincidência, pois o grande Getúlio não se sentia bem com toda bagunça que estava começando a vir à tona. 
       Com relação aos outros personagens, foi interessante ver a briga do jornalista, Carlos Lacerda, com o presidente, além da organização interna das forças militares que tanto ameaçaram Getúlio. O guarda-costas do presidente foi bem interpretado e o ápice veio com o tiro que lavrou a vida do presidente. No filme, o tiro era esperado, mas ainda gerou expectativa. 

Vale o que paga. 
4 estrelas
"Prefiro ser interpretado que me explicar" GV


* Hoje não tem história engraçada, hoje foi por conta da cena (jantar), do filme, mas aconteceu um encontro inusitado. Andando até a praça de alimentação encontrei amigos, num desses encontros casuais. Foi rápido, mas foi bom rever amigos que cresceram comigo e que tantas vezes me ajudaram, nem que fosse numa frase que me fizesse pensar. É uma pena que a proximidade tenha diminuído à míngua. Vida que segue. 



Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)