Quem anda de ônibus sabe que basta lavar a mão para sair um caldo preto das mãos, pelo menos em Brasília é assim.
Por sorte, muitos se preocupam com a contaminação proveniente destes lugares públicos e se cuidam, lavam as mãos, andam com álcool gel por perto, não colocam a mão suja na boca, nem nos olhos, e, ao espirrar, não sai pegando na mãos dos outros.
Mas isso não explica dar mais atenção às mãos que às palavras que dizemos.
Jesus disse que: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
Mateus 15:11
Então me diga, porque lavamos as mãos insistentemente e não conseguimos fechar a boca?
É fácil: Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. Mateus 12:34
O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios. Provérbios 16:23
Não tem como falar coisas boas se nós não vivemos coisas boas.
Por fim, não adianta dizer que tem Jesus no coração, se você não fala Dele.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9
Caso alguém confesse em seu coração, isso se torna uma verdade. O próximo passo é falar.
Já falou de Jesus hoje? Já falou com Jesus hoje?
Não perca a oportunidade de falar com quem está ao seu lado, trocando estes momentos para falar com quem você nem conhece!
Boa semana a todos.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício (SELAH)
terça-feira, 3 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Obrigatoriedade de uso de diploma para função jornalística: A favor X Contra
Salve Marco Aurélio Melo
Em junho de 2009, dia 17, os aspirantes ao cargo de jornalista, com diploma, se viram desamparados pela lei. A Lei da Imprensa foi revogada. O Ministro, Gilmar Mendes, relator da matéria que questionava a exigência do certificado de jornalismo, se juntou a outros ministros e votaram contra a obrigatoriedade do diploma para exercício da função.
Para os otimistas, o alívio. A decisão do Supremo Tribunal Federal passou perto de ser unanime. Foi 8x1. Mas não foi, pois um voto pode ser sinônimo que alguém ainda acredita no diferente e, enquanto houver uma pessoa posicionada, a força não terá chegado ao fim.
Durante o momento de discursos, o ministro Gilmar Mendes assimilou o exercício jornalístico às atividades culinárias, ou seja, qualquer pessoa tem o direito de cozinhar mesmo sem possuir graduação superior na área. O fato é que, nem para a culinária nem para o exercício jornalístico, a questão teórica fora valorizada, o que faz do discurso, do senhor excelentíssimo ministro, uma falácia.
Partindo do princípio que as atitudes comuns autorizam o desprezo do conhecimento específico, poderíamos então fazer com que todos os diplomas caíssem, inclusive o do curso de direito. Mas este não é o caminho. Não se pode desprezar as questões teóricas do curso de direito pelo fato de que os brasileiros devem conhecer as leis.
Alguns, para mim os céticos, afirmam que se aprende fazendo. Outros, os conscientes, talvez, afirmam que aprender sem direcionamento pode gerar sequelas. Deste modo, desprezar o conhecimento específico gerado na profissão é confundir o papel do graduado com o uso do diploma para fazer jornalismo.
Para falar sobre o diploma de jornalismo é preciso, também, reiterar os atributos de um comunicador, pois o diploma do curso, além do mais, é uma autorização para produzir e acrescentar, teoricamente, na profissão. O diploma serve para apresentar à sociedade os comunicólogos, que são pessoas com autorização para formar conhecimento na área e refutar as teorias já existentes.
O Ministro Marco Aurélio Melo serviu como voz de esperança para aqueles que valorizam o estudo de caso, as construções, as teorias e as técnicas estudadas e conquistadas em um banco de universidade ou em uma biblioteca.
Marco Aurélio Melo, votou contra a liberalidade no exercício da função e pondera a possibilidade de garantir o direito de exercer a comunicação portando um diploma. Um comunicador é, antes de desempenhar qualquer função isolada e dizer que é jornalismo, um agente de mudanças sociais, um produtor de conhecimento reconhecido por quem tem, realmente, autoridade no assunto.
Portanto, salve o senhor que, neste caso, protegeu, ou tentou proteger, a causa dada como decidida. Marco Aurélio Melo que, independente do motivo, defendeu a categoria que outrora fora tão valiosa, e que agora qualquer um pode chamar de nossa.
Texto contra a obrigatoriedade:
A voz sem restrições acadêmicas
Em junho de 2009, dia 17, o debate sobre o diploma para exercer a função jornalística abriu mais um capítulo. Uma ampla vantagem na votação entre ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, marcou o fim da Lei da Imprensa, que por anos restringiu o direito de fazer jornalismo a uma pequena parte da sociedade. Durante a ditadura militar o certificado de ensino superior era exigido como forma de controle sobre a sociedade, uma vez que este tempo já ficou para trás, estava mesmo na hora da sociedade possuir liberdade de expressão na imprensa brasileira.
Essa questão da obrigatoriedade do diploma é antiga. Ela cai, volta a vigorar e a discussão continua sem um final. Quanto ás atribuições da imprensa, para a população, o importante é receber notícia da melhor forma possível. Deste modo, quem melhor para falar de um assunto que um especialista? Se, para alguns, a necessidade do curso é fazer aprender a usar equipamentos técnicos, talvez um estágio resolva o problema.
Alguns, talvez alienados, gastam muito tempo para tentar ressaltar a importância das pesquisas que o diploma pode autorizar/proporcionar, mas convenhamos, a comunicação é uma ciência nova e, talvez por isso, em sua história, pode-se estudar vários casos de pesquisadores da comunicação que nada tinham com tal curso.
Imagine se um ótimo funcionário, Designer Gráfico, que não conseguiu concluir o Ensino Médio tivesse que ser demitido da empresa por não ter diploma de jornalismo? O mesmo para um operador de câmera que acompanha um repórter, ou até mesmo um biólogo, especialista em animais de certa região do mundo, que não poderia se aventurar a sós com uma equipe reduzida para realizar uma entrevista em campo por não ser estar apto perante a lei para produzir uma matéria jornalística? Caso seja necessário um profissional com título acadêmico para qualquer função jornalística, de onde sairão os recursos para manter os altos custos da produção?
Antes de existir a obrigação do uso de diploma de jornalismo, é preciso decidir o foco de atuação dessa profissão, pois, resumindo, suas atribuições autorizam ao profissional com diploma de jornalismo para atuar em qualquer ramo da comunicação.
Vejamos o que um jornalista requisita como propriedade da profissão: Assessoria de imprensa; Direção de comunicação; Redação; Reportagem; Edição-chefe; Apresentador de TV; Porta-voz; Técnico em Mídias Digitais; Pauteiro; Cineastra; Blá; Blá; Blá. Esse tipo de graduando quer estar em todas as funções da comunicação? Sim, atrapalhando, inclusive, os próprios colegas da comunicação, pois as vagas que poderiam ser de publicitários ou um relações públicas, podem, no pensamento dos jornalistas, ser preenchidas por uma pessoa com diploma do jornalismo, como se este fosse um curso evoluído do campus da universidade.
Um curso técnico ou a própria prática pode ensinar pessoas a serem profissionais com pratica apurada, comparado aos que ficam anos sentado frente a quadros vendo teorias, enquanto, lá fora das quatro paredes, a audiência procura o profissional que saiba como trabalhar de forma prática, deixando as teorias para atuarem nas salas de aula.
Textos produzidos para a matéria de *Produção Jornalistica 3, no 4º semestre da gradução. Espero que tenham gostado.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)
Ano novo, tempo curto
Venho recebendo críticas por um suposto abandono do Blog e, como podem ver, eu nego tais afirmações! O que aconteceu foi um deslize pessoal. Problemas com o tempo.
O final de ano, normalmente, é corrido e cheio de tarefas!
Mas ainda defendo a ideia deste blog que, há anos, existe para abrir espaço para o autor e, claro, seus amados leitores! Pois, o que é de um autor sem leitor?
Declaro estar aberto o espaço para críticas e opiniões, dicas e sugestões...
Enquanto eu ainda não consigo um tempo para novos posts, eu vou publicar textos produzidos na Universidade.
Espero que gostem e continuem me apoiando.
Que todos tenham um ótimo ano, cheio de vitórias e renovações, e que venham os feriados, os aniversários e os natais próximos!
Um abraço, a todos (as).
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o Sacrifício. (SELAH)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
O sol de 30 de Setembro 2011 - DF
Mal a primavera chegou, e com ela a primeira chuva, para que o brasiliense conseguisse observar uma imagem parte bela, parte assustadora.
Eu estou falando do Arco-íris em volta do Sol.
Bem, eu não sei do que se trata, mas logo logo algum escatológico vai aparecer dizendo que é um sinal.
Que seja.
Quem sabe? Acho que só o próprio Deus.
Everton Lagares
Eu estou falando do Arco-íris em volta do Sol.
Bem, eu não sei do que se trata, mas logo logo algum escatológico vai aparecer dizendo que é um sinal.
Que seja.
Quem sabe? Acho que só o próprio Deus.
| Foto: Everton Lagares - 30/09/2011 |
| Foto: Everton Lagares - 30/09/11 |
Depois de tirar estas fotos, eu entendi que independente do temor gerado, a imagem, no mínimo, representa a perfeição divina na criação das coisas.
O que você acha?
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Negro faz história, branco finge que não (pauta de esportes)
Um gol de Pelé; uma vitória, veloz, de Usain Bolt ou de Lewis Hamilton; uma bela tacada de Tiger Woods; uma verdadeira enterrada de Michael Jordan. Quem nunca se admirou com algum destes feitos? Embora pareçam momentos que fariam, para sempre, parte da memória histórica da população, ainda se vê desprezo por atletas, que além da qualidade esportiva, são taxados pela cor da pele.
No Brasil, um país que passou por um forte regime de escravidão negra, poucos são os atletas negros que são reconhecidos e, ainda menor, o número de atletas negros em esportes tidos como elitistas. No Brasil, um exemplo é o de Rogério Clementino, primeiro cavaleiro negro do hipismo, da história, na seleção brasileira. Clementino participou das Olimpíadas de Pequim, 2008.
A questão dos esportes tidos como elitistas, começou a ser debatida e difundida, o que formou uma nova geração de negros disputando tais esportes, mas pelo alto preço dos requerido para treinamentos de alguns deles, que a manutenção dos aparelhamentos de treino torna algumas atividades utopias para parte da população brasileira. De acordo com o IBGE, o rendimento médio dos brancos é superior ao dobro que os negros e pardos recebem. Em Salvador, BA, por exemplo, os rendimentos habituais da população branca teve média de quase três vezes mais as tidas pela população negra, 1.749,9 R$ e 644,91 R$, respectivamente. A média foi medida, e mantida, de 2002 a 2006, sendo que a média no país ficou cerca de 50% de rendimentos da população negra em comparação às brancas e, em nenhum dos estados pesquisados, os rendimentos dos negros superou as dos brancos. - ( Dados: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=737 )
O investimento não é e nunca foi o único problema. Por muito tempo, a influencia de poucos, por exemplo a do pesquisador CINTRA FILHO, fez acreditar em uma tal diferença genética que potencializara as técnicas dos negros no atletismo e reduzira as chances, destes, de despontar em atividades aquáticas, por exemplo. Em estudos realizados com negros de Camarões, Senegal, Zaire, Costa Ivory e Burundi, conclui que “os negros africanos são, em média, bem dotados para provas de alta intensidade e curta duração com respeito àscaracterísticas enzimáticas” . - ( Dados: http://www.revistamineiraefi.ufv.br/artigos/arquivos/caa58aa401e2baf2228e124db29db3ab.pdf )
Depois disso, o mito genético já causou muitas vitimas morais. Uma delas foi “o inglês Lewis Hamilton, que, no Grande Prêmio do Brasil, em 2007, foi chamado pela repórter da Rede Globo, Mariana Becker, como “inglesinho com jeito de jogador de futebol”, marcando o estereótipo do primeiro negro a ser campeão em um esporte que gasta em média 300 milhões de euros por ano. O sistema capitalista, talvez, seja um culpado pela debilidade no fomento do esporte de forma igualitária, gerando mais atletas brancos que negros e assim, generalizando as capacidades técnicas do ser humano pela cor da pele. - ( Dados: http://www.efdeportes.com/efd126/a-participacao-do-atleta-negro-no-esporte.htm - Dados: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quanto-uma-equipe-de-f1-gasta-por-temporada )
Por outro lado, existem os que vencem as dificuldades sociais e não são lembrados. Recentemente, “Edivaldo Valério, primeiro negro a compor a equipe olímpica da natação brasileira e a ganhar uma medalha de bronze nas Olimpíadas de 2000, em Sydney, no revezamento 4x100m livres”, mas quem se importou? Talvez, poucos. - ( Dados: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/21/materia/226431 )
Em meados de julho deste ano, a Presidenta Dilma, nomeou aquele que, talvez, chegou mais longe em homenagens pelo mundo, no caso, pela capacidade desportiva: Pelé foi intitulado como “Embaixador Honorário” da Copa de 2014. Após o anúncio, o Rei do Futebol se reuniu com o Ministro dos Esportes do Brasil, Orlando Silva, que afirmou que “Pelé significa superação, vitória, é um símbolo importante para o Brasil.” - ( Dados: http://doolharnegro.blogspot.com/2011/07/presidenta-dilma-nomeia-o-rosto-do.html )
Pelé representa uma lição de vida para, no mínimo, os brasileiros. Assim deveria ser, porém, mesmo sendo um país formado por intervenção genética de povos africanos, muitos repudiam o mito das três raças e desprezam os atletas negros nacionais. Para Sergio Buarque, “não há raças biológicas, não poderia haver o ‘encontro’ das raças diferentes, repudiando assim o mito”. O fato é que, independente da genética ou classe social, a sociedade brasileira, em seus últimos três governos, FHC, Lula e Dilma, viu a retificação de políticas públicas de “classificação social”, reforçando a ideia de diferença pela cor da pele - ( Dados: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sergio-buarque-e-o-mito-das-tres-racas )
Bem, o ideal seria ressaltar aqueles que já fazem parte da história e mostrar que praticar esporte é atividade livre para todos, independente de cor de pele ou questão racial. De acordo com um estudo de Luis Fernando da Silva, “tão flagrante quanto a desigual distribuição da riqueza nesta sociedade é a visível contradição entre seus graus superlativos de exclusão e o mito da possibilidade da ascensão social individual”, assim, para fazer parte da história desportiva do Brasil, o negro, acaba precisando, primeiro, mostrar competência frente aos resíduos das desigualdades sociais, para depois conquistar espaço em novos hall’s de fama. Uma pena, pois o país perde, assim, muitos expoentes por insistir em desclassificar atletas por um sistema meramente comparativo de cor de pele - (Dados: http://www.achegas.net/numero/zero/l_fernando.htm )
*exercício de jornalismo destinado à história do negro no esporte do país.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)
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