quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Banda Catedral e a década 'perdida'

 

        Me lembro, de forma real, todas as vezes que alguém citava o nome "Banda Catedral", e alguns ditos iluminados e esclarecidos em ambientes religiosos já decretavam: Eles negaram a fé no programa do Jô.
         Passei um bom tempo acreditando nisso e sinto vergonha por não ter ido procurar a história, pelo menos pra ter certeza da fofoca.
         Concordo com a atitude deles (sair do mercado gospel que já havia se formado) e sinto por ter processado, na mente, durante uma década, que eles eram apóstatas.
         Vi, numa pesquisa rasa, que eles perderam um integrante (num acidente), vi que foram denegridos por um jornalista de um tal veiculo chamado "Usina do Som" e que foram criticados por admirarem (ou por ter um som parecido do Legião).
         Sem contar que eles nunca foram ao Jô.
         Eles fizeram muito sucesso entre religiosos que se sentiram prejudicados pela expansão da banda. Acho que o nome disso é inveja. Estamos bem atrasados no que diz respeito a musicalidade. Faço minhas as palavras do Pe Fábio ao citar a facilidade de separar música sacra e profana, pois essa relação não está para quem canta, mas sobre o que é cantado!
         Já vou recuperar o tempo que não ouvi a música dos caras.
         Até porque, aquele que não cometer erros, que lance o primeiro disco.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Livros: O céu pode esperar mais um pouquinho




     O livro começa com uma sentença para a proposta do título, que se justifica no decorrer do livro. A morte próxima, mas nem tento. A angústia que envolve o personagem principal, com seus conflitos pessoais, a falta de recordações, os desejos fundamentados em exemplos de outras pessoas e as oportunidades que ele perde, por não possuir mais perspectiva de vida, todos os ingredientes na composição de uma história de amor (mesmo que o personagem não queira assumir).
     A leitura vale e me fez aguardar outras histórias da escritora.


Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)

Filmes: O Grande Hotel Budapeste


       Câmeras de cima, personagens caricatas, história engraçada, atuações marcantes e fotografia excelente. Além de envolver o espectador, o filme ter um roteiro bem 'amarradinho', faz bom uso de "passeios" no tempo e nos faz sentir o saudosismo do personagem principal, ao voltar no hotel e dormir no quarto de hospedes. Nunca li o livro, mas o filme é super recomendado!





Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)

Somos 'Jonas'


        Se os psicólogos já existissem na época de Jonas, o da bíblia, talvez nele seria detectado uma depressão.
         Após tentar fugir de ordem divina, para ir à Nínive, Jonas dorme num barco durante uma tempestade. Talvez, por ver os marinheiros clamando aos diversos deuses, o fujão se ressentiu e disse que ele deveria ser jogado ao mar: "porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade." Jonas 1:12
         Jonas estava pedindo para morrer. Sim.
         Por misericórdia, Deus a...inda mandou um peixe, mas isso não significaria vida.
         A nova oportunidade veio quando Jonas se arrependeu.
         Feito o trabalho de mensageiro em Nínive, Jonas viu que Deus havia se arrependido de destruir os "inimigos".
         O instinto justiceiro de Jonas ficou irado e ele pediu para morrer outra vez!
         "Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver." Jonas 4:3
         Cadê o galo que cantou para Pedro?
         Jonas pediu a morte 3 vezes:
         "Melhor me é morrer do que viver." Jonas 4:8

         Isso mostra a humanidade dos personagens bíblicos, destacando, por exemplo, ignorância, orgulho e instintos mimados durante uma vida inteira, que nem são conhecidos.
         Somos como Jonas, muitas vezes, quando queremos desistir de qualquer coisa, quando culpados Deus pela benevolência, misericórdia e justiça. Somos como Jonas quando queremos permanecer dormindo durante problemas e quando nos arrependemos quando a coisa tá feia.
         Somos como Jonas.
         Somos seres humanos.



Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)

sábado, 28 de junho de 2014

Doc: Tarja Branca - Super indicado


        Depois de uns dias  bem complicados e cheios de trabalhos eu fui ao cinema. O local é o meu local adotado como preferido - O Cinema Itaú, no Casa Park. Desde o ambiente ao atendimento, tudo é melhor que os demais. É mais aconchegante e raramente está lotado, a ponto de não conseguirmos andar nas dependências do cine, que é menor por natureza. 
        Entre as possibilidades escolhi o "Tarja Branca", e, sinceramente, assistiria outras 10 vezes seguidas. O documentários trata sobre o assunto de comportamento, educação infantil e a necessidade de ser um brincante, sem deixar de ser sério. Os especialistas e personagens entrevistados falam sobre a educação imposta atualmente, que priva as crianças de gerar aprendizado, mesmo em momentos de brincadeiras com os amigos. 
        Tarja Branca, explicado por um dos entrevistados, são as palavras, que "curam muitas pessoas e será o remédio do futuro.
        Algumas falas me chamaram muita atenção, tais como: 
 - O corpo é sacralizado na cultura popular, diferente das religiões que falam que o altar é um pedaço de madeira;
- A alegria não está na moda, nem mesmo nos trabalhos acadêmicos. Recentemente foi levantado informações que falam de mais de 50 mil artigos sobre tristeza e depressão para  cerca de 400 sobre alegria e felicidade;
- Ao soltar pipa, batizamos a linha quando a descarregamos toda. Precisamos "batizar" a nossa vida. Assumir riscos e fazer valer.
- Como num instrumento, tem gente que morre e não tocou em 2 cordas. Só vivendo, de verdade, que dedilhamos todas as cordas da nossa vida;

    Antes mesmo de acabar o Documentário, o folclore e a cultura popular ganham mais espaço e aparecem como escapes e formas de brincar na vida. Ser um brincante é o mote do Doc. 


   Precisamos levar a vida a sério, mas "brincar é urgente"

Super recomendado. 
4 estrelas. 
http://www.casapark.com.br/tarja-branca-a-revolucao-que-faltava/

Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)