segunda-feira, 17 de junho de 2013

Representatividade ou barulho?





E segue a agenda de manifestações pelo Brasil.
Sábado, 15 de junho de 2013, enquanto mais de 60 mil pessoas tentavam entrar no Mané Garrincha (pois compraram ingressos para a abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, pois, possivelmente, gostaram da ideia de te rum Estádio desse porte perto de casa), outros 300 arruaceiros tentavam atrapalhar o evento.
Vale lembrar que, em meio a arruaceiros, existiam pessoas sérias protestando por aquilo que eles acreditam ser o certo. O fato é que ninguém pode dizer que os manifestantes não conseguiram alcançar o objetivo, pois mancharam a cena de entrada do estádio com baderna e o conflito com a força policial.
Bem, se esses manifestantes acham que gastar vários milhões em um estádio é uma coisa feia, então, ser um arruaceiro, que briga com a polícia, depreda patrimônio público e faz show para a imprensa sensacionalista é o que? E à propósito, qual é a representatividade de 300 que são contra, para com 60 mil que foram "a favor" da Copa, em Brasília?! Por outro lado, qual é a representatividade que há entre algumas pessoas que ignoram os treinamentos militares, vestem uma farda, sujam o nome da corporação e não se responsabilizam por atos de abuso de autoridade, para uma polícia de respeito, que age em favor da sociedade e que, tantas vezes, agiu de bem para salvar ou livrar o inocente do perigo?

Lembre-se que generalizar nunca é um bom caminho.
Da mesma forma que existiam arruaceiros, em meio à protestantes, também existiam pseudo-militares em meio à corporação candanga, paulista e carioca.

O drible de pernas tortas
O Mané Garrincha está erguido, inaugurado e com vários shows confirmados.
A maneira como o governo vai lidar com o uso do local é um problema à parte, mas não dá para ignorar a oportunidade de ter uma arena desse porte em uma área privilegiada da capital federal. Bem como não dá para ignorar os feridos no confronto, sejam eles policiais, militantes, passantes ou colegas da imprensa. Mas quais foram as origens dos problemas?

Um machucado não é o problema, é apenas o resultado dele.
Para sanar problemas é preciso ir direto à fonte, na raiz, e, talvez, neste caso, o problema não seja a falta de democracia ou a ditadura, mas a falta de respeito de uma parte em prol de um desejo pessoal, o que gera intolerancia e conflito.

* Ainda acredito na polícia e espero nunca concordar com manifestantes ditos pacíficos, mas que são pessoas criminosas com princípios de anarquia implantados em suas almas.



Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício (SELAH) 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O jogo de amar





Muito se fala que a sorte no amor é um proporcionalmente invertido ao azar no jogo, e vice-versa. Como fazer então para que as coisas estejam equilibradas? À propósito, tem como ter equilíbrio? Eis então a máxima dos dias atuais.

No jogo de interesses pessoais, algo sobressai. Sempre. O problema é que o resultado nem sempre agrada, fazendo com que o fim não justifique os meios. Estar sem tempo, namorar, casar, comprar uma bicicleta, trocar de emprego, estudar, não estudar, jogar.... blá blá blá. Quantas ações nos cercam sem que percebamos ou façamos mensão do que realmente nos importa ou nos proporciona um momento de bem? Talvez várias.

Neste último ano de pausa no blog, estou aprendendo a levar a vida mais leve, sem peso pós-decisões e com uma pitada de elementos suaves no cotidiano repetitivo de uma cidade grande. Porém, nunca foi fácil. Comparando à um jogo de cartas, muitas vezes, nos deparamos à uma mão mal embaralhada, ou com um adversário que nunca compra, só vai ao lixo, ou fica roubando no corte, para que você nunca saia com a manilha. O jeito é blefar.

Quando foi a última vez que você blefou com a vida? Trocando em muidos, eu quero perguntar: Quando foi a última vez que você se arriscou, sabendo que você não tinha cartas tão podesas na mão, mas que seu argumento e seu posicionamento poderiam fazer com que as adversidades, ou adversários fugissem, com medo?

Talvez a leveza esteja em arriscar, mas isso pode parecer contraditório, pois arriscar possui uma alta carga de peso. A diferença está no tipo de peso que você quer carregar: O peso das suas decisões e o peso que as pessoas querem impor. O primeiro você carrega o que você foi projetado para suportar, o segundo nos faz desfalecer, desanimar e desistir, pois é imposto.

Talvez esteja na hora de inverter essa mesa. Vire as cartas e faça novos pares. Não é cartomante, mas talvez a mudança permita a sorte no jogo e na leveza de amar. Coloque em uma lista aquilo que te faz bem, mas está empoeirado no seu coração. Coloque em prática essa lista e vá atrás dos seus tesouros pessoais. Pois um baú de tesouros tem até valor em lendas, mas quando é aberto, o brilho das riquezas sobressaem à escuridão e o conteúdo toma espaço do imaginário.

Descobrindo onde está o teu tesouro, lá também estará o seu coração e, consequentemente, o amor disponível para você.





Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício (SELAH) 

terça-feira, 3 de julho de 2012

A sujeira da(s) minha(s) mão(s)/ boca

Quem anda de ônibus sabe que basta lavar a mão para sair um caldo preto das mãos, pelo menos em Brasília é assim.

Por sorte, muitos se preocupam com a contaminação proveniente destes lugares públicos e se cuidam, lavam as mãos, andam com álcool gel por perto, não colocam a mão suja na boca, nem nos olhos, e, ao espirrar, não sai pegando na mãos dos outros. 

Mas isso não explica dar mais atenção às mãos que às palavras que dizemos.

Jesus disse que: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
Mateus 15:11

Então me diga, porque lavamos as mãos insistentemente e não conseguimos fechar a boca?

É fácil: Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. Mateus 12:34

O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios. Provérbios 16:23

Não tem como falar coisas boas se nós não vivemos coisas boas.
Por fim, não adianta dizer que tem Jesus no coração, se você não fala Dele.

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9

Caso alguém confesse em seu coração, isso se torna uma verdade. O próximo passo é falar.

Já falou de Jesus hoje? Já falou com Jesus hoje?
Não perca a oportunidade de falar com quem está ao seu lado, trocando estes momentos para falar com quem você nem conhece!

Boa semana a todos.


Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício (SELAH)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Obrigatoriedade de uso de diploma para função jornalística: A favor X Contra


Texto a favor da obrigatoriedade:

Salve Marco Aurélio Melo

Em junho de 2009, dia 17, os aspirantes ao cargo de jornalista, com diploma, se viram desamparados pela lei. A Lei da Imprensa foi revogada. O Ministro, Gilmar Mendes, relator da matéria que questionava a exigência do certificado de jornalismo, se juntou a outros ministros e votaram contra a obrigatoriedade do diploma para exercício da função.
Para os otimistas, o alívio. A decisão do Supremo Tribunal Federal passou perto de ser unanime. Foi 8x1. Mas não foi, pois um voto pode ser sinônimo que alguém ainda acredita no diferente e, enquanto houver uma pessoa posicionada, a força não terá chegado ao fim.
                Durante o momento de discursos, o ministro Gilmar Mendes assimilou o exercício jornalístico às atividades culinárias, ou seja, qualquer pessoa tem o direito de cozinhar mesmo sem possuir graduação superior na área. O fato é que, nem para a culinária nem para o exercício jornalístico, a questão teórica fora valorizada, o que faz do discurso, do senhor excelentíssimo ministro, uma falácia.
Partindo do princípio que as atitudes comuns autorizam o desprezo do conhecimento específico, poderíamos então fazer com que todos os diplomas caíssem, inclusive o do curso de direito. Mas este não é o caminho. Não se pode desprezar as questões teóricas do curso de direito pelo fato de que os brasileiros devem conhecer as leis.
                Alguns, para mim os céticos, afirmam que se aprende fazendo. Outros, os conscientes, talvez, afirmam que aprender sem direcionamento pode gerar sequelas. Deste modo, desprezar o conhecimento específico gerado na profissão é confundir o papel do graduado com o uso do diploma para fazer jornalismo.
                Para falar sobre o diploma de jornalismo é preciso, também, reiterar os atributos de um comunicador, pois o diploma do curso, além do mais, é uma autorização para produzir e acrescentar, teoricamente, na profissão. O diploma serve para apresentar à sociedade os comunicólogos, que são pessoas com autorização para formar conhecimento na área e refutar as teorias já existentes.
                O Ministro Marco Aurélio Melo serviu como voz de esperança para aqueles que valorizam o estudo de caso, as construções, as teorias e as técnicas estudadas e conquistadas em um banco de universidade ou em uma biblioteca.
                Marco Aurélio Melo, votou contra a liberalidade no exercício da função e pondera a possibilidade de garantir o direito de exercer a comunicação portando um diploma. Um comunicador é, antes de desempenhar qualquer função isolada e dizer que é jornalismo, um agente de mudanças sociais, um produtor de conhecimento reconhecido por quem tem, realmente, autoridade no assunto.
                Portanto, salve o senhor que, neste caso, protegeu, ou tentou proteger, a causa dada como decidida. Marco Aurélio Melo que, independente do motivo, defendeu a categoria que outrora fora tão valiosa, e que agora qualquer um pode chamar de nossa. 


Texto contra a obrigatoriedade:
A voz sem restrições acadêmicas

Em junho de 2009, dia 17, o debate sobre o diploma para exercer a função jornalística abriu mais um capítulo. Uma ampla vantagem na votação entre ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, marcou o fim da Lei da Imprensa, que por anos restringiu o direito de fazer jornalismo a uma pequena parte da sociedade.  Durante a ditadura militar o certificado de ensino superior era exigido como forma de controle sobre a sociedade, uma vez que este tempo já ficou para trás, estava mesmo na hora da sociedade possuir liberdade de expressão na imprensa brasileira. 
Essa questão da obrigatoriedade do diploma é antiga. Ela cai, volta a vigorar e a discussão continua sem um final. Quanto ás atribuições da imprensa, para a população, o importante é receber notícia da melhor forma possível. Deste modo, quem melhor para falar de um assunto que um especialista? Se, para alguns, a necessidade do curso é fazer aprender a usar equipamentos técnicos, talvez um estágio resolva o problema.
Alguns, talvez alienados, gastam muito tempo para tentar ressaltar a importância das pesquisas que o diploma pode autorizar/proporcionar, mas convenhamos, a comunicação é uma ciência nova e, talvez por isso, em sua história, pode-se estudar vários casos de pesquisadores da comunicação que nada tinham com tal curso.
                Imagine se um ótimo funcionário, Designer Gráfico, que não conseguiu concluir o Ensino Médio tivesse que ser demitido da empresa por não ter diploma de jornalismo? O mesmo para um operador de câmera que acompanha um repórter, ou até mesmo um biólogo, especialista em animais de certa região do mundo, que não poderia se aventurar a sós com uma equipe reduzida para realizar uma entrevista em campo por não ser estar apto perante a lei para produzir uma matéria jornalística? Caso seja necessário um profissional com título acadêmico para qualquer função jornalística, de onde sairão os recursos para manter os altos custos da produção?
Antes de existir a obrigação do uso de diploma de jornalismo, é preciso decidir o foco de atuação dessa profissão, pois, resumindo, suas atribuições autorizam ao profissional com diploma de jornalismo para atuar em qualquer ramo da comunicação.
Vejamos o que um jornalista requisita como propriedade da profissão: Assessoria de imprensa; Direção de comunicação; Redação; Reportagem; Edição-chefe; Apresentador de TV; Porta-voz; Técnico em Mídias Digitais; Pauteiro; Cineastra; Blá; Blá; Blá. Esse tipo de graduando quer estar em todas as funções da comunicação? Sim, atrapalhando, inclusive, os próprios colegas da comunicação, pois as vagas que poderiam ser de publicitários ou um relações públicas, podem, no pensamento dos jornalistas, ser preenchidas por uma pessoa com diploma do jornalismo, como se este fosse um curso evoluído do campus da universidade. 
Um curso técnico ou a própria prática pode ensinar pessoas a serem profissionais com pratica apurada, comparado aos que ficam anos sentado frente a quadros vendo teorias, enquanto, lá fora das quatro paredes, a audiência procura o profissional que saiba como trabalhar de forma prática, deixando as teorias para atuarem nas salas de aula.




Textos produzidos para a matéria de *Produção Jornalistica 3, no 4º semestre da gradução. Espero que tenham gostado.
Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o sacrifício. (SELAH)

Ano novo, tempo curto



Venho recebendo críticas por um suposto abandono do Blog e, como podem ver, eu nego tais afirmações! O que aconteceu foi um deslize pessoal. Problemas com o tempo. 
O final de ano, normalmente, é corrido e cheio de tarefas!
Mas ainda defendo a ideia deste blog que, há anos, existe para abrir espaço para o autor e, claro, seus amados leitores! Pois, o que é de um autor sem leitor? 
Declaro estar aberto o espaço para críticas e opiniões, dicas e sugestões...

Enquanto eu ainda não consigo um tempo para novos posts, eu vou publicar textos produzidos na Universidade.


Espero que gostem e continuem me apoiando.
Que todos tenham um ótimo ano, cheio de vitórias e renovações,  e que venham os feriados, os aniversários e os natais próximos!


Um abraço, a todos (as).

Everton Lagares
Identifique seu verdadeiro Senhor, reconheça e obedeça o Sacrifício. (SELAH)